A eletricidade brasileira tem várias origens
A energia que acende uma lâmpada ou recarrega um celular pode ter sido produzida a partir da água, do vento, do sol ou de combustíveis utilizados em usinas termelétricas. O conjunto dessas origens forma a matriz elétrica.
Para visualizar essa composição, o Atlas do Agora dividiu o total em 100 partes. Cada quadrado corresponde a um ponto percentual. Quando uma participação tem casas decimais, o quadrado é dividido entre cores, em vez de arredondar cada fonte para uma quantidade inteira de peças.
Os dados são de 2025 e foram publicados pela Empresa de Pesquisa Energética no Balanço Energético Nacional de 2026. A capa e o gráfico interativo reproduzem os percentuais apresentados na página 36 do Relatório Síntese.
A água responde por pouco mais da metade
A fonte hidráulica representa 51,2% da oferta interna de eletricidade no gráfico da EPE. É a maior parcela individual da composição. Eólica e solar aparecem em seguida, com 14,9% e 11,4%, respectivamente. A biomassa corresponde a 8,4%.
O restante se distribui entre gás natural, carvão e derivados, nuclear, derivados de petróleo e eletricidade importada. A categoria de importação aparece separadamente porque identifica a origem externa da eletricidade, e não uma tecnologia de geração nacional.
O que significa ter 86,8% de renováveis?
A EPE informa que as fontes renováveis representaram 86,8% da matriz elétrica brasileira em 2025. Essa classificação considera a oferta interna de eletricidade, que reúne a geração nacional e a importação líquida. Ela abrange o Sistema Interligado Nacional, os sistemas isolados e a autoprodução não injetada na rede.
O percentual descreve a composição anual do país. Não é uma medição da origem exata da energia consumida em uma residência, em uma cidade ou em um horário específico.
Eletricidade disponível não é potência instalada
Os percentuais do mosaico representam a composição da oferta de eletricidade ao longo do ano. Eles não representam a participação de cada fonte na capacidade instalada das usinas.
A capacidade instalada indica a potência dos equipamentos. A quantidade efetivamente produzida depende de fatores como disponibilidade de água, vento, radiação solar, combustíveis e condições de operação. Por isso, um gráfico de potência instalada pode ter proporções diferentes das apresentadas aqui.
Como ler a base deste gráfico
A Oferta Interna de Energia Elétrica considera a geração nacional acrescida do saldo entre importações e exportações. Ela não se limita à eletricidade gerada por usinas conectadas à rede principal: a base do BEN também contempla sistemas isolados e autoprodução.
Na fonte solar, a contabilização inclui a geração distribuída, como a de painéis em telhados, além da geração centralizada. A categoria biomassa inclui lenha, bagaço de cana, licor preto, biodiesel e outras fontes primárias, conforme a nota do relatório. Carvão e derivados inclui também gases industriais e alcatrão.
Os números identificam um retrato anual consolidado. O ano de publicação do relatório é 2026; o ano de referência dos dados apresentados é 2025.

