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ENERGIA · BRASIL · Economia

De onde vem a eletricidade do Brasil?

Água, vento, sol e outras fontes compõem a matriz elétrica brasileira. Explore essa composição em 100 partes, com dados da EPE referentes a 2025.

Redação Atlas do Agora · Publicado em 26 de outubro de 2026

Dados: EPE · BEN 2026 · Ano-base 2025

Matriz elétrica brasileira em 100 partes: hidráulica 51,2%, eólica 14,9%, solar 11,4%, biomassa 8,4%, gás natural 7,5%, carvão e derivados 2,2%, nuclear 2,0%, derivados de petróleo 1,5% e eletricidade importada 0,9%.
Composição da oferta interna de eletricidade em 2025, conforme o gráfico da EPE no BEN 2026, página 36.
86,8%

de fontes renováveis na matriz elétrica

51,2%

de participação da fonte hidráulica

2025

ano dos dados, publicados no BEN 2026

EXPLORE A MATRIZ ELÉTRICA

100 partes, diferentes origens

Selecione uma fonte para destacar sua participação e conhecer os detalhes.

Cada quadrado representa 1% da oferta. As divisões de cor preservam as casas decimais.

100%Oferta interna de eletricidade

O mosaico reúne as fontes que compõem a eletricidade disponível no Brasil. A base inclui a geração nacional e a importação líquida. Use os nomes das fontes para explorar o gráfico também pelo teclado.

Fonte: EPE · BEN 2026, Relatório Síntese, p. 36 · Ano-base: 2025. Os percentuais reproduzem a composição publicada nesse gráfico.

Consultar todos os percentuais em tabela
Participação na oferta interna de eletricidade do Brasil em 2025
Fonte ou origemParticipação
Hidráulica51,2%
Eólica14,9%
Solar11,4%
Biomassa8,4%
Gás natural7,5%
Carvão e derivados2,2%
Nuclear2,0%
Derivados de petróleo1,5%
Eletricidade importada0,9%
Total100,0%

A eletricidade brasileira tem várias origens

A energia que acende uma lâmpada ou recarrega um celular pode ter sido produzida a partir da água, do vento, do sol ou de combustíveis utilizados em usinas termelétricas. O conjunto dessas origens forma a matriz elétrica.

Para visualizar essa composição, o Atlas do Agora dividiu o total em 100 partes. Cada quadrado corresponde a um ponto percentual. Quando uma participação tem casas decimais, o quadrado é dividido entre cores, em vez de arredondar cada fonte para uma quantidade inteira de peças.

Os dados são de 2025 e foram publicados pela Empresa de Pesquisa Energética no Balanço Energético Nacional de 2026. A capa e o gráfico interativo reproduzem os percentuais apresentados na página 36 do Relatório Síntese.

A água responde por pouco mais da metade

A fonte hidráulica representa 51,2% da oferta interna de eletricidade no gráfico da EPE. É a maior parcela individual da composição. Eólica e solar aparecem em seguida, com 14,9% e 11,4%, respectivamente. A biomassa corresponde a 8,4%.

O restante se distribui entre gás natural, carvão e derivados, nuclear, derivados de petróleo e eletricidade importada. A categoria de importação aparece separadamente porque identifica a origem externa da eletricidade, e não uma tecnologia de geração nacional.

O que significa ter 86,8% de renováveis?

A EPE informa que as fontes renováveis representaram 86,8% da matriz elétrica brasileira em 2025. Essa classificação considera a oferta interna de eletricidade, que reúne a geração nacional e a importação líquida. Ela abrange o Sistema Interligado Nacional, os sistemas isolados e a autoprodução não injetada na rede.

O percentual descreve a composição anual do país. Não é uma medição da origem exata da energia consumida em uma residência, em uma cidade ou em um horário específico.

Eletricidade disponível não é potência instalada

Os percentuais do mosaico representam a composição da oferta de eletricidade ao longo do ano. Eles não representam a participação de cada fonte na capacidade instalada das usinas.

A capacidade instalada indica a potência dos equipamentos. A quantidade efetivamente produzida depende de fatores como disponibilidade de água, vento, radiação solar, combustíveis e condições de operação. Por isso, um gráfico de potência instalada pode ter proporções diferentes das apresentadas aqui.

Como ler a base deste gráfico

A Oferta Interna de Energia Elétrica considera a geração nacional acrescida do saldo entre importações e exportações. Ela não se limita à eletricidade gerada por usinas conectadas à rede principal: a base do BEN também contempla sistemas isolados e autoprodução.

Na fonte solar, a contabilização inclui a geração distribuída, como a de painéis em telhados, além da geração centralizada. A categoria biomassa inclui lenha, bagaço de cana, licor preto, biodiesel e outras fontes primárias, conforme a nota do relatório. Carvão e derivados inclui também gases industriais e alcatrão.

Os números identificam um retrato anual consolidado. O ano de publicação do relatório é 2026; o ano de referência dos dados apresentados é 2025.

FONTES E METODOLOGIA

Consulte a fonte original

Dados: Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Balanço Energético Nacional 2026, Relatório Síntese, ano-base 2025. Composição por fonte: página 36. Base de cálculo da renovabilidade: página 35. Conceito de oferta interna: página 38.

Seleção, texto e visualização: Atlas do Agora. Consulta: 26 de outubro de 2026. O mosaico foi calculado em décimos de ponto percentual, sem arredondar as participações para quadrados inteiros. Esta matéria não apresenta dados parciais de geração de 2026.

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